sexta-feira, 10 de junho de 2011

Surto da 'E.coli' alemã não oferece riscos ao Brasil, afirma médica

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Água contaminada em assentamento de Corumbá, Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação/MPF)

Variação da bactéria está causando mortes na Europa.
No Brasil, existem subtipos mais brandos, que podem atacar crianças.

Quem mora no Brasil não tem motivos para se preocupar com o surto da bactéria Escherichia coli, que vem causando mortes na Europa, principalmente no norte da Alemanha, segundo a médica Ana Escobar, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e professora de medicina na USP, que pesquisa as infecções causadas pela bactéria.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça que não há nenhum indício de que a bactéria tenha chegado ao Brasil e não pretende restringir a importação de produtos alemães. Alimentos em conserva podem ser consumidos normalmente, pois passam por processos que eliminam as bactérias – acidificação, pasteurização, refrigeração ou adição de conservantes.
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A E. coli tem várias cepas, ou sorotipos, que nada mais são que subtipos, variações dentro da espécie. Na maior parte das vezes, esses subtipos são inofensivos. A bactéria normalmente é encontrada no intestino dos seres humanos e dos animais.
Há, no entanto, cepas que provocam problemas de saúde, inclusive no Brasil. A mais conhecida é a O157:H7, que pode causar complicações em crianças.
A variação que está causando mortes na Europa se chama O104:H4. Ela causa os mesmos males que a cepa que já era conhecida, mas é bem mais agressiva. Por isso, está atacando também adultos e provocando problemas tão sérios.
A bactéria provoca lesões na parte de dentro do intestino que fazem com que saia muito sangue nas fezes. Por isso, essa variação também é conhecida como E.coli entero-hemorrágica (Ehec, na sigla em inglês).
Ela pode produzir ainda uma toxina chamada Shiga ou verotoxina, o que justifica suas outras nomenclaturas: E.coli produtora de verotoxina (VTEC) e E.coli produtora de toxina Shiga (STEC). Essa toxina provoca a quebra dos glóbulos vermelhos, o que leva à anemia, e provoca também insuficiência renal. A doença é conhecida como síndrome hemolítico-urêmica (SHU).Foto Divulgação. Tadeu Meniconi. G1

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