quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Contra violência doméstica, mulheres vão levantar ficha de companheiro

Tô com CQC contra as drogas

Uma nova lei vai permitir que as mulheres tenham acesso à ficha corrida dos namorados ou companheiros para saber se têm histórico de agressão ou violência. A ideia é tentar antecipar e, se possível, evitar casos brutais como o da morte por estrangulamento de Clare Wood, de 36 anos, em 2009. A lei Clare, como foi batizada, valerá a partir de março do ano que vem em toda a Inglaterra e no País de Gales. A iniciativa, em boa medida, foi resultado da pressão feita em todo país pela campanha liderada pelos país da vítima..


Nos últimos 14 meses, já vinha sendo aplicada numa espécie de projeto piloto em algumas regiões como Manchester, Wiltshire, Nottinghamshire e Gwent, onde a polícia atendeu ao pedido de 386 mulheres interessadas nos detalhes das fichas dos seus atuais companheiros.



Para obter as informações sobre o parceiro, elas terão que recorrer a um comissariado de polícia ou outras instituições, tais como o serviço que monitora a liberdade condicional dos réus. As autoridades fornecerão os dados necessários em detalhes e, se for preciso, prestarão ajuda às vítimas.



Se a novidade parece agradar uma parte da população, ela não deixou de criar certa controvérsia. Isso porque a lei Clare também permite que policia revele acusações abuso contra uma pessoa, ainda que nunca tenham sido comprovadas. O que se diz ainda é que não há garantia de que conhecer o passado do parceiro poderá salvar a vítima. Não está certo o que ela poderá fazer contra o acusado. O fato é que, se uma mulher se sentir compelida a buscar informações criminais sobre a vida do parceiro, já é sinal de que há algo errado. E, segundo especialistas, pode ser tarde demais.



De todo modo, já havia a possibilidade de se ter acesso a informações sobre pessoas suspeitas de violência se os agentes policiais considerassem necessário. Dados oficiais para Inglaterra e País de Gales indicam que 1,2 milhão de mulheres afirmaram ter sido vítima de violência doméstica, contra 800 mil homens. Trata-se de um aumento de quase 10% em apenas três anos
*OGlobo- mgnoticias.net

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