O contrato de trabalho "a título de experiência" foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Vara de Execuções Penais. Os termos, já assinados pelos responsáveis pelo hotel, admitem que Dirceu pode ser transferido para outro serviço "no qual demonstre melhor capacidade de adaptação desde que compatível com sua condição pessoal". "A empregadora tem plena ciência e anui com as condições do empregado no sentido de cumprir a atividade laboral, seja no tocante a horário, seja por outra exigência a qualquer título, relativamente ao regime profissional semiaberto ou outro que seja determinado pelo poder judiciário para cumprimento da pena a que foi submetido em razão da condenação na ação penal 470, em trâmite perante o Supremo Tribunal Federal", define o contrato datado de 22 deste mês.
Na ficha cadastral em que pediu o emprego, assinada no dia 18 deste mês, Dirceu informa que se candidatou à vaga por "necessidade e por apreciar hotelaria e a área administrativa". Informou ainda ser católico e, nas horas vagas, gosta de "ler, assistir filmes, viajar". De acordo com contrato social do hotel, a empresa tem capital social de R$ 500 mil, sendo que a Truston International Inc dispõe de R$ 499,999 mil e Paulo Masci de Abreu tem R$ 1. A Truston International Inc está sediada na Cidade do Panamá. Abreu é advogado e empresário.
Gerente de hotel que contratou Dirceu ganhava R$ 1,8 mil
Responsável pela assinatura do contrato de trabalho do ex-ministro José Dirceu, a gerente geral do Hotel Saint Peter, Valéria Rodrigues Linhares, recebia, há um ano, R$ 1,8 mil. O valor contrasta com os R$ 20 mil que Dirceu receberá, caso seja autorizado pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal a trabalhar como gerente administrativo do hotel.(A Tarde)
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