Quando o cortejo com as baianas chegar ao adro da Igreja do Bonfim, na próxima quinta-feira, vai encontrar uma recepção católica. O grupo será formado pelos participantes da Lavagem de Corpo e Alma, primeira representação oficial da Igreja Católica no evento que acontece desde o século XIX. Vale lembrar que a lavagem não é o mesmo que a Festa do Bonfim. Mas a iniciativa católica que poderia ser recebida como o fim da resistência da instituição à lavagem recebe mais críticas que aplausos. A caminhada católica vai sair às 8 horas da porta da Igreja da Conceição da Praia. O cortejo oficial liderado pelas baianas e organizado pela prefeitura com o apoio do governo do Estado, sai às 9 horas do mesmo local. Reitor da Basílica de Nosso Senhor Bom Jesus do Bonfim, o padre Edson Menezes diz que seu objetivo, ao organizar a caminhada, surgiu devido à demanda de devotos. “Costumo ouvir críticas sobre violência e consumo de bebidas na lavagem. Eu senti o dever de dar uma resposta pastoral participando do evento”, afirma. O religioso nega que a inetenção seja “dividir”, mas afirma não ser possível participar do cortejo oficial, em função de objetivos diferentes. A iniciativa gerou críticas de outros segmentos. “Essa invenção do padre de sair na frente do cortejo fica parecendo uma competição. Sair na frente como se fosse o dono é muito antipático”, diz o doutor em antropologia Ordep Serra
( BN )
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