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Leite foi preso em flagrante por porte ilegal de armas numa operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizada na manhã de hoje para apurar desvios de recursos públicos na prefeitura municipal.
Dois filhos do prefeito, o chefe de gabinete e o tesoureiro da prefeitura continuam detidos, além de outros servidores, vereadores e empresários. Não havia mandado de prisão contra o prefeito Leite por conta da operação, mas ele foi detido em flagrante.
Foram cumpridos 18 mandados de prisão, sendo 12 preventivas e seis temporárias.
O advogado que defende o prefeito e os filhos, Maurício Carneiro, chegou a São Jerônimo da Serra no início da tarde. Ele disse que está tomando conhecimento do processo para poder comentar o assunto.
Segundo o promotor Jorge Fernando Barreto da Costa, do Gaeco de Londrina, quatro prisões temporárias foram revogadas depois de os suspeitos prestarem depoimento. Todas as pessoas detidas estão sendo transferidas para Londrina.
As buscas e apreensões – em 55 locais, entre a prefeitura, casas e empresas – continuam sendo cumpridas. Justiça decretou também a quebra de sigilo bancário de 51 pessoas e empresas.
Investigação começou há cinco meses
A investigação do Gaeco de Londrina e da Promotoria de Justiça de São Jerônimo da Serra começou há cerca de cinco meses.
Há indícios de que pessoas ligadas à Prefeitura de São Jerônimo da Serra façam parte de um esquema que envolve os crimes de peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e organização criminosa.
Segundo o procurador Leonir Batisti, entre as irregularidades investigadas está o uso da estrutura e recursos públicos para favorecer particulares. "O prefeito, com auxílio dos filhos e de alguns empresários, administrava a prefeitura como se fosse a extensão de uma propriedade particular", afirma.
Batisti diz que veículos particulares eram abastecidos em postos da cidade com dinheiro do município sem que houvesse uma finalidade pública.
O procurador cita ainda indícios do desvio de maquinário da prefeitura para realização de serviços em propriedades particulares, criação de função gratificada para beneficiar a esposa de um vereador e licitações dirigidas.
"Tristemente, imaginamos que seja algo comum em muitos lugares administrar um município como algo particular", disse Batisti.
Além de São Jerônimo da Serra, os mandados estão sendo cumpridos nos municípios paranaenses de Santa Cecília do Pavão, Maringá, São Sebastião da Amoreira, Fazenda Rio Grande, Pinhalão, Nova Santa Bárbara e Mandirituba. A operação foi batizada de Sucupira.
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