sábado, 13 de setembro de 2014

Salvador: Secretaria vai apurar esquema de prostituição dentro da Lemos Brito

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A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado (Seap) irá investigar as denúncias de que um esquema de prostituição estaria acontecendo dentro da Penitenciária Lemos Brito, localizada no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Servidores Penitenciários da Bahia (Sinspeb). Em contato com o Aratu Online, o presidente do sindicato, Geonias Santos, informou que a presença das prostitutas dentro da penitenciária foi percebida após celulares encontrados dentro das celas terem sido apreendidos. "A denúncia foi feita após os agentes penitenciários terem colocado a questão em uma assembleia da categoria. Os celulares apreendidos nas revistas são inspecionados pelos agentes e foi assim que as provas sobre o serviço de prostitutas dentro da Lemos Brito apareceram. Foram encontradas muitas mensagens e fotos das prostitutas oferecendo seus serviços. Os presos mandavam que elas fossem encontrá-los nos dias de visita fingindo serem parentes", informou Santos. As prostitutas muitas vezes recebem os pagamentos dentro da própria prisão, já que os detentos têm direito de receber até R$ 150 de familiares nos dias de visitação. O presidente do sindicato informou ainda que não foram feitas denúncias relativas exclusivamente à questão das prostitutas, mas também sobre outros problemas encontrados na unidade prisional. "Primeiro que os presos não podem ter acesso a aparelhos telefônicos. Então toda vez que fazemos as revistas encontramos celulares, muita quantidade de drogas e facas. Isso tudo foi denunciado à Seap na documentação enviada em 21 de fevereiro". Um dos presos chegou a contar ao sindicalista que existe um serviço específico para acesso a prostitutas que atendem dentro da penitenciária, o "Disk Itapuã". "Tem mulher que chega lá querendo se passar por parente que nem sabe o nome de quem está indo visitar", completou Santos. O presidente ainda disse que é rotineiro encontrar drogas, armas artesanais e celulares nas celas. "Esse é um problema geral. Os agentes de Jequié, por exemplo, encontraram um quilo de drogas dentro das celas na última revista feita recentemente. Eles aidna encontraram mais de R$ 20 mil  e 330 celulares. Em Simões Filho foram encontrados celulares e facas no módulo provisório. Aqui na Lemos Brito as revistas 'pente-fino' teriam que ser feitas semanalmente. A estrutura da penitenciária ajuda muito os presos a esconderem estes materiais. O problema é que as revistas são feitas apenas uma vez por semestre e olhe lá, às vezes leva uns sete meses", denunciou.

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