sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Candidato à presidência da Câmara de SAJ, o petista Uberdan aponta: “Eu sou contra as irregularidades na prefeitura”


A eleição da Câmara de Vereadores de Santo Antônio de Jesus está dando o que falar. Após mais um adiamento, tudo indica que a escolha dos novos membros da Mesa Diretora da Câmara venha ocorrer na próxima quinta-feira (07). O vereador e professor Uberdan Cardoso (PT), que também é candidato ao pleito, apoiado pelo grupo do ex-prefeito Euvaldo Rosa. Em entrevista a Ney Baccely da Rádio Recôncavo FM, relatou que está muito confortável, apesar de enfrentar um colega de partido nessa eleição. “Quando você dialoga no campo das ideias, você assume um comportamento e um lado, você precisa andar confortável, tranquilo e em paz com sua consciência. Estou muito tranquilo independentemente do meu adversário à chapa”, disse. Segundo o entrevistado, para alguns a democracia só é útil quando está o seu serviço, mas a partir do momento que o prejudica, a pessoa acaba não tendo a noção da democracia. Ele assegurou que não há nenhum problema nessa dinâmica da eleição da Câmara.
O apoio de Cristiano Sena a Rogério Andrade pesa na eleição? Questionado se o apoio do vereador e aspirante a presidência, o petista Cristiano Sena ao deputado estadual Rogério Andrade pesa nessa eleição, Cardoso garantiu que o problema não está nesse voto e não há nenhuma relação, explicando que após o prefeito não escolher um militante do partido para assumir uma secretaria, foi feita uma reunião e foi levado ao gestor municipal o pleito, onde foi exigido que ele cumprisse algumas das ideias do partido como a renovação do PDDU, orçamento participativo, dentre outros, “constava também no documento a Secretaria de Juventude e Cultura em mãos do PT, que foi uma promessa do prefeito, nós não propusemos isso. Fomos para uma reunião no diretório para definir se iríamos ou não, então foi decidido apoiar o prefeito com nossa condição”, completou. Ainda segundo ele, Humberto Leite assinou o documento concordando com a pauta, porém passado oito meses da administração, em que o PT foi leal ao prefeito, ele não fazia reforma administrativa e alegava que não podia criar novos cargos. “Numa reunião do diretório eu comuniquei e mostrei que do que pedimos nada foi resolvido. Sendo assim numa nova votação, o diretório da legenda decidiu caminhar independente e argumentei se ele voltasse atrás não poderíamos aceitar, pois nossa briga não era pela secretaria e sim por ideias da administração municipal, então nesse dia ficou decidido que o PT não aceitaria uma nova secretaria e romperia com o gestor”, externou. Uberdan completou que iria votar no seu colega Cristiano se não fosse candidato, pois não retribuiria a falta de lealdade.
A secretária de educação representa o PT? Com relação à secretária de educação Ely Mary Bitencourt, Uberdan foi perguntando se ela representaria o partido na administração e negou, acrescentando que ela tem relação com membros do partido, mas é uma indicação exclusiva do prefeito, que a considera um quadro respeitável e uma pessoa competente. “Ele teve a sorte de indica-la. Ele teria convidado também o professor Clóvis Ezequiel, que levou o pleito ao PT, mas voltamos a dizer que não iriamos aceitar nenhum cargo do prefeito Humberto”, completou.
Cristiano Sena segue o PT independente? O entrevistado salientou que Cristiano continua no bloco ligado ao prefeito, inclusive nunca fez nenhuma denúncia e tem esse jeito. “O que ficou claro é que um setor do PT começou a caminhar ligado a Cristiano, junto com o prefeito e outra parte ligada mais a mim, então isso me aproximou do grupo da oposição, mas não sou do grupo de Euvaldo Rosa, sou vereador do PT e sou oposição também”, explicou. Cardoso destacou que sua candidatura significa apenas o bloco de oposição.
Houve vantagem financeira na sua candidatura? A respeito de algum acordo financeiro para que Uberdan fosse candidato, o próprio disse que não houve nada disso, pelo contrário, a vantagem era apenas a vitória na Câmara. “Faço a questão de frisar aos outros colegas vereadores que resolveram me apoiar, que em nenhum momento foi pautado acordo escuso ou qualquer transação financeira. Não partiria de mim isso, eu asseguro com toda convicção e pela felicidade dos meus filhos, em nenhum momento houve dinheiro nessa história”, complementou. O edil garantiu que continuará debatendo e criticando o errado tanto da oposição quanto da situação, pois jamais vai deixar de exercer sua função, lembrando que não é contra o prefeito Humberto Leite, nem contra o ex-prefeito Euvaldo, apenas é contra irregularidades que existem na administração.
É possível uma aliança com o ex-prefeito Euvaldo ou com Tom para as eleições de 2016? O vereador explanou que há muitos boatos relacionados a uma possível aliança entre ele e o ex-prefeito Euvaldo ou o vereador Tom para concorrerem nas eleições municipais de 2016, porém alertou que não fez nenhum acordo para daqui a dois anos, por achar que é muita imaturidade. “Ninguém é candidato de si mesmo e as pessoas precisam se potencializar. De repente se eu vier a ser eleito como presidente da Câmara e fizer uma administração desastrosa, eu estou morto politicamente, então eu possuo a tarefa de assumir essa Casa e me apropriar da sua dinâmica interna, ter uma boa relação com os 14 vereadores”, disse. O professor sugeriu que a imprensa deveria viabilizar um debate entre os dois candidatos para que possam falar sobre os seus projetos futuros, pois é melhor do que a população ficar sendo informada apenas com as notícias negativas da prorrogação dos prazos e da judicialização da eleição da Câmara.
Quais seus projetos? Com relação aos projetos que pretende por em vigor na Câmara, o entrevistado citou um concurso público para empregar pessoas novas e dar uma nova cara para a Casa Legislativa, sessões itinerantes em diversos lugares da cidade, ação regional, dentre muitos outros que precisam ser potencializadas.
Já era pensada a possibilidade de lançar seu nome? Perguntado se a sua candidatura caiu de paraquedas ou já vinha sendo articulada, Uberdan salientou que caiu de paraquedas, mas é fruto do acaso, porque tudo se encaminhava para que o seu nome não fosse posto para o pleito, porém pensava na possibilidade. “Não posso me viciar na política achando que eu vou ser vereador a vida toda e fazer disso uma profissão, inclusive é um alerta para a população, que deve duvidar e questionar”, complementou.
Está insatisfeito com o PT diante das críticas de alguns colegas do partido? Alguns colegas do vereador andam o criticando. Sobre isso, ele disse que não está insatisfeito com o seu partido devido a isso, pois tem a compreensão de que o PT é um partido plural, primeiro por não ter dono, então todos os militantes são importantes e é preciso ter compreensão do contraditório. “Há uma expressão que diz que nem Jesus Cristo agradou a todos. Quando você agrada a todos acaba perdendo a credibilidade, abraça um aqui outro ali e acaba fazendo média com todo mundo, então eu não faço isso, mas digo o que eu penso e assim ou eu contrario interesses particulares de algumas pessoas ou interesses do partido, que entendia que o prefeito por fazer parte do bloco aliado deveria ter seu candidato”, relatou. fonte:vozdabahia

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