segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Em um mês, desmatamento chega ao tamanho da cidade do Rio Janeiro


A atuação das madeireiras, dos latifundiários, empresários do agronegócio e das inúmeras empresas estrangeiras que atuam na Amazônia deixam profundas marcas de destruição, apenas no mês de abril a floresta perdeu um área do tamanho da cidade do Rio de Jan
A investida contra a Amazônia já é marca registrada do governo Lula que a todo custo procura privatizar o pulmão do mundo. O resultado desta política é a intensificação do desmatamento. Até o mês de abril, os satélites já registraram um desmatamento superior ao ano passado. O sistema de detecção em tempo real (Deter) do governo registrou entre julho de 2007 e abril de 2008 cerca de 5.850 km2 desmatados, número que ultrapassa os 4.974 km2 registrados entre agosto de 2006 e julho de 2007.Se considerarmos que ainda faltam dois meses para fechar o balanço geral, o índice do desmatamento vai bater o maior recorde de sua história.
Segundo os dados do Deter, a taxa de desmatamento de 2007 atingiu o patamar  de 11.200 km2, correspondente a sete vezes e meia a cidade de São Paulo. Segundo os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que afirma que o desmatamento bateu recorde nos últimos meses na Amazônia Legal: 1.123 km2, o que corresponde a uma área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. A tendência é o agravamento desta situação, pois nos meses de maio, junho e julho, a Amazônia enfrenta a seca e o desmatamento é mais intenso. Ao falar sobre o problema Roberto Smeraldi, diretor da ONG Amigos da Terra afirma "Colhe-se o que se plantou. Você aumenta a exportação de ferro-gusa com carvão de floresta nativa, triplica os frigoríficos, titula ocupações de até 1.500 hectares, licencia obras ilegais e ainda não cobra as multas. Depois espera o quê? Considerando que só há dados sobre Mato Grosso e Roraima, a tendência é de termos um ano entre os piores, voltando à casa dos 20.000 km2",(Folha de São Paulo, 3/6/2008). O INPE afirma que dos cerca de quatro milhões de km2 de floresta amazônica já foram desmatados. Existem ainda propostas para aumentar o desmatamento, pulando de 20% para 50% o limite de desmatamento de propriedades na Amazônia.
A Amazônia Legal é composta pelo Amazonas, Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, além de parte dos estados de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. Um território de cinco milhões de quilômetros quadrados, aproximadamente 61% da área do País. Esta região abriga 36% do rebanho bovino do País, com aproximadamente 80 milhões de cabeças. A pastagem corresponde a 7,8% e o desmatamento geral chega a 15% do total da região da área da Amazônia Legal. Os empresários do agronegócio não ficam atrás. No mês de maio, o Ibama apreendeu 4,3 mil toneladas de soja e milho. Primeira atuação do governo em décadas a produção em áreas de desmatamento ilegal. A própria ex-ministra Marina Silva "O preço da carne e da soja dispararam e há uma relação histórica entre preços e desmatamento". Afirmando a relação entre o desmatamento e o aumento do preço das commodities, expressando a aliança entre o governo do PT e os latifundiários.
O desmatamento da Amazônia é bem parecido com o da mata atlântica. Os donos de engenho (assim como os empresários do agronegócio,) obtinham lucros exorbitantes com a plantação da cana de açúcar, matéria prima para a fabricação de um dos principais produtos do mercado da época, o açúcar. Hoje só existe, para contar a história 9% da mata atlântica.
 
Os donos da Amazônia
 
A liquidação da Amazônia anda a passos largos. O capital estrangeiro vem comprando milhares de hectares de terras, um mercado oficializado pelo governo Lula que em edital publicado no ano de 2004 abria oficialmente a corrida pela Amazônia. “Em edital elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente para o projeto de lei tem como proposta a privatização de áreas florestais localizadas em terras públicas. (...)Segundo o edital, a idéia é mapear todas as áreas florestais que estejam fora das localidades de conservação. Dessa forma, as terras poderão ser divididas em blocos, sendo entregues ao imperialismo por meio de licitação. Será permitida a participação de qualquer empresa, incluindo as estrangeiras com filiais no Brasil. Será vendido às empresas estrangeiras o direito à livre exploração dos recursos naturais das florestas, mas não ganhariam o direito à propriedade. ( Jornal Causa Operária Notícias Online, 5/8/2004). Vejamos os resultados. O empresário sueco Johan Eliasch, já é um dos maiores dono da Amazônia. Estima-se que ele seja dono de cerca de 160 mil hectares, área maior que a cidade de São Paulo. O empresário é um dos fundadores da ONG Cool Earth, que atua na Amazônia, em cinco áreas de “proteção ambiental”,que correspondem a 145 mil hectares, administrados pela ONG.
A Amazônia esta em liquidação no mercado mundial. Este é o resultado da política pró-imperialista do governo Lula que entregou a Amazônia ao capital estrangeiro, aos latifundiários, aos empresários do agronegócio que desmatam a floresta, assassinam os índios, perseguem os sem-terras e exploram o povo brasileiro, donos legítimos das terras da Amazônia. Chamamos os trabalhadores a lutarem contra o desmatamento e a privatização da Amazônia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Mandem seus recados.