sexta-feira, 7 de novembro de 2014

'Ressuscitação' feita em animais será testada em seres humanos

Uma experiência desenvolvida nas universidades do Arizona e de Maryland, nos Estados Unidos, tem causado frisson na comunidade científica mundial. Professores das unidades de ensino criaram uma técnica radical de ressuscitação de pessoas clinicamente mortas. Depois de fazer testes bem-sucedidos com animais, eles tiveram autorização para testar em humanos a “suspensão” da morte. Caso a experiência dê resultados positivos, os médicos acreditam que a técnica pode ser aplicada a vítimas de lesões, como tiros e facadas, mas em pessoas com ataque cardíaco. Criado por Samuel Tisherman, de Maryland, o procedimento é baseado na ideia de que baixas temperaturas mantêm o corpo vivo por mais tempo – cerca de uma ou duas horas. O sangue é retirado e no lugar é colocada uma solução salina que ajuda a rebaixar a temperatura do corpo para algo como 10 a 15 graus Celsius. De acordo com os especialistas, quando o problema no corpo do paciente é resolvido, o sangue volta a ser bombeado, o que reaquece lentamente o sistema. Quando a temperatura do sangue chega a 30 graus, o coração volta a bater. Em experiência com porcos, cerca de 90% deles se recuperaram quando o sangue foi bombeado de volta. Cada animal passou mais de uma hora no “limbo”. Depois de várias tentativas, os pesquisadores receberam permissão para testar a técnica com vítimas de tiros em Pittsburgh. Eles querem usar pacientes cujos corações já pararam de bater e que não teriam mais chances de sobreviver, pelas técnicas convencionais. “Quando as pessoas pensam no assunto, elas pensam em viajantes espaciais sendo congelados e acordados em Júpiter, ou no (personagem) Han Solo, de Guerra nas Estrelas. Isso não ajuda, porque é importante que as elas saibam que não se trata de ficção científica”, informara à BBC. (BN)

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