A cadeia de Santo Antônio de Jesus está em péssimas condições e é tentado há muito tempo recuperá-la para poder manter os presos no Complexo Policial, já que esses precisam ser transferidos para presídios de cidades vizinhas por não terem condições de ficar no local. O Defensor Público do Município, Dr. Maurício Moitinho, entrará com uma ação civil pública contra a situação cadeia da cidade e em entrevista a Rádio Recôncavo FM, explicou o motivo. De acordo com o entrevistado, a unidade da carceragem onde ficariam os presos se encontra com baratas, ratos e esgoto à céu aberto, causando um problema de saúde dos custodiados e, sobretudo dos policiais, que são obrigados a trabalhar em condições extremamente insalubres, não recebem adicional em razão disso e não tem trabalho reconhecido diante de tudo que sofrem. “O sofrimento extra e tantos outros que eles tem não é reconhecido. Eles estão no combate à criminalidade no dia a dia e não se respeitam sequer a salubridade do seu ambiente de trabalho, prova disso são as condições encontradas na delegacia da nossa cidade", destacou, acrescentando que esse problema de saúde pública, que é promovido, se estende pelo restante da cidade, pois acaba tendo foco de doenças, que são transmitidas para a população.Dr. Maurício informou que a ação civil pública está ligada à impossibilidade de pessoas se manterem custodiadas, pois desde o dia 30 de junho de 2011, que a delegacia está sem receber presos em razão de inspeções feitas pelos juízes da Vara Criminal. “O Estado da Bahia está cometendo um descaso e ainda não providenciou a reforma dessa carceragem. A ação não é para fechar a delegacia e sim o setor da custódia, que é onde os indivíduos ficam presos, também queremos evitar a situação das pessoas que são soltas por excesso de prazo”, frisou. Ainda conforme ele, a ação visa destruir a custódia e transformá-la em um alojamento e obrigar o Estado da Bahia a manter um carro-cela permanentemente, que faz o transporte dos detentos de Valença para Santo Antônio de Jesus, bem como uma escolta armada de forma ininterrupta para evitar que as audiências e processos caiam, “além disso, queremos que o Estado da Bahia seja condenado em dano moral coletivo, pois ficamos expostos a problemas de segurança pública porque a criminalidade da cidade aumenta em razão dos processos não chegarem ao final”, finalizou. fonte:vozdabahia
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